"A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática.
Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade das falas". (Autor Desconhecido)
Seja bem-vindo. Hoje é

sábado, 7 de agosto de 2010

Meu velho




Teu olhar cansado,
Tuas rugas expostas
E pra a mim a resposta
Dos anos passados
Das lutas sofridas
Umas perdidas
Outras vencidas
Das lágrimas choradas
Ou contidas.

Seu andar trêmulo
Na mão uma bengala.
Já um pouco surdo
Seu olhar turvo
No coração a certeza
De que o tempo
Deu-lhe o tempo
De ver os frutos dos frutos.

Sua fala ofegante
Compassada, pensada,
Experimentada
Que os anos lhe deram
Faz-me debruçar
Em seus braços
Sentir seu abraço
E a Deus agradecer
Por ser feito de você
Meu pai, meu velho
Meu grande amigo.

Ataíde Lemos

4 comentários:

lucimar disse...

Somente uma alma de tamanha grandeza para fazer uma poesia tao linda!! Bjos poeta..

M@ria disse...

"Gosto das pessoas que se enamoram das estrelas... e caem de cansaço, ao voarem em busca da luz."

(Dom Hélder Câmara)

Amor & Paz no seu Domingo!Beijos!!

"Cantinho Poético" disse...

"A mais bela ponte construída no planeta é a distância entre um olhar e outro."

(Mario Prata)

Beijos na alma......M@ria

REGGINA MOON disse...

Ataíde,

Linda postagem!!Parabéns pela homenagem, vindo de ti, não poderia ser diferente, sempre belos versos!

Um grande beijo e boa semana!

Reggina Moon

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