"A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática.
Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade das falas". (Autor Desconhecido)
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Minha outra metade

Você é uma primavera que de repente
Surgiu quando em pleno outono vivia.
Transformou minha estação plenamente
Deixando-a perfumada e repleta de alegria.

Você, veio como um belo luar reluzente
Quando me encontrava em total escuridão
Seu brilho tornou-se um sol incandescente
Que deu nova vida para um abatido coração.

Você apareceu num momento mais que certo
Quando achava-me perdido, com rumo incerto
E deu novo colorido vigorando meu viver.

Fico a olhar para o infinito deslumbrado
Não cabendo em mim tamanha felicidade
Por ter encontrado minha outra metade.

(Ataíde Lemos)

2 comentários:

Janaina Cruz disse...

Ah, quando a nossa metade nos faz sentir inteiros, nada é melhor que isso...

REGGINA MOON disse...

Ataíde,

Lindo soneto!!

Tomei a liberdade de postá-lo em meu Blog para compartilhar mais uma de suas maravilhas!!!

Alguns encontram a sua metade...outros, ficam a vida inteira e não a encontram...

Um beijo e boa semana!

Reggina Moon

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